Não quero envelhecer!
Nos últimos tempos, tenho aprendido a escrever e a gostar de escrever, muitas vezes até escrevendo sem saber o que escrever, só Freud explica....risos...
ENCONTRO NO CAMINHO
UM ENCONTRO ONDE SOMOS CONVIDADOS A SEGUIR O EXEMPLO DE JESUS, INCLUINDO OS EXCLUIDOS, OS FRACOS E VULNERAVÉIS, A CONFRONTAR A HIPOCRISIA E A GANÂNCIA, E A OBEDECER O MAIOR DE TODOS OS MANDAMENTOS AMAR O PRÓXIMO COMO A NOS MESMOS.
CONVITE À ALMA

Pois que cada homem é filósofo do seu tempo.
Nélida Piñon
Eu digo: calma, alma minha, calminha, você tem muito que aprender.
Zeca Baleiro
Hoje quero fazer um convite a minha alma. Convido-a a ser minha parceira no ofício da leveza. Deixar de ser uma alma queixosa e indolente. Uma alma que deixou de se aquietar com porção do dia e que nunca parece estar satisfeita.
Alma, você está faminta de quê, afinal? Você está sempre indócil pensando no “se”, nas preocupações que talvez jamais aconteçam, no amanhã que ainda não chegou, em um passado permeado de mágoas.
Quero convidá-la a ser minha parceira em viver o presente de forma plena, minuto a minuto. Porque só cada dia vencido nos habilita a viver o próximo.
Alma minha, o que você tem na sua bagagem que se tornou tão grande e pesado? Vamos fazer um balanço sincero do que existe nas malas e bolsas dessa viagem que juntas fazemos há tanto tempo. Por que não se desfazer de papéis velhos e notinhas acumuladas sem importância, já desbotados e ilegíveis, listas das dívidas a cobrar de gente que ficou lá atrás?
Vamos combinar assim. Que tal viver a plenitude do presente, com recato, amor, coragem, ternura e compaixão? Quando ouvir, ouça – não pense nas respostas que tem de dar.Não tenha vergonha de dizer “não sei”. Não saber é próprio da nossa humanidade.
Quanto perder verdadeiramente alguém, sinta a dor. Quando chorar, chore – não diga a si mesma, alma minha, para parar enquanto as lágrimas não secarem de vez. Alguém disse que é mister chorar quando os fatos exijam lágrimas. Mesmo os nossos lutos precisam se esgotar, precisam encerrar o ciclo das fases da dor até a mais perfeita aquietação, como aquele constructo da psicologia: choque, negação, raiva, barganha, depressão, aceitação e esperança.
Pular fases é mera ilusão: elas voltam, cedo ou tarde, para reclamarem seu espaço.
Alma, convido-a a deixar o medo. Não me constranja a renunciar ao privilégio da aventura de estar viva. A despeito dos perigos que nos ameaçam, o simples ato de beliscar a própria carne e de constatar como o corpo reage representa uma graça sempre renovada. Talvez seja por isso que um sentimento misto de vergonha e surpresa nos sobrevenha ao constatarmos que pessoas desprovidas daquilo que julgamos essencial consigam viver em plenitude. Você não precisa, minha alma, de arranjar desculpas para explicar o sorriso que permanece no rosto dos desprovidos . De alguma forma, eles aprenderam, bem antes de nós, que o sonhar é uma graça de proporções tão exageradas que é necessário atribuí-lo a Deus, empenhado em pessoa em amparar o homem, criatura e obra sua.
É isso, minha alma. Não aparente o que não é, não exiba o que não tem, não ostente um valor que desconhece.A partir de agora não desejo mais descuidar-me de você, alma pequena. Sejamos leves, e na leveza estará a nossa força. Eu a convido.
Helena Beatriz Pacitti, inverno de 2009
O DIABO E O INFERNO - Colaboradores da "santidade" da igreja de hoje?

É difícil de acreditar, mas quando duas retas aparentemente paralelas se inclinam levemente em seu vértice, é possível que em um ponto distante elas se tanjam e se toquem inevitavelmente.
Não nos enganemos. A persuasão do Espírito Santo, o constrangimento da graça escandalosa, e a força irresistível do discipulado de Jesus, o cristianismo sem religiosidade, sem igrejismo e sem legalismo, adicionado a proposta de uma vida cristã relevante, marcada pela liberdade consciente são bênçãos garantidas pela Palavra de Deus e levam o cristão a buscar uma vida melhor, de santidade e utilidade no Reino. Esses são temas que normalmente deveriam constar nos sermões pregados nas igrejas de hoje.
Mas infelizmente na prática, não são esses os elementos fundamentais que promovem a busca de uma vida de santidade por parte dos freqüentadores da maioria das igrejas dos nossos tempos.
Pasmem e confirmem. O medo obsessivo do diabo e de suas manifestações, o pavor de suas retaliações, as terríveis ameaças sobre quem revela fraquezas sexuais ou de qualquer tipo, a doutrina dualista de causa e efeito, Deus severo, punições severas, pecou, levou, e o pavor irracional de ir para o inferno são os principais temas mais utilizados em mensagens e sermões intimidadores pregados na igreja e através da TV. Isso nos leva a crer que estamos vivenciando hoje, uma total inversão de valores.
Conversando essa semana com uma pessoa no msn, ela me falou que ao revelar que estava fazendo jejum em solidariedade a uma amiga que estava passando por uma situação muito difícil, a própria amiga a alertou apavorada a não fazer isso: “Não faça isso! Você não pode jejuar, por que se você jejuar, o Diabo vem com tudo e te pega!”.
Essa ambiência de medo do inimigo é muito comum nas igrejas de hoje. Nesses ajuntamentos não se fala de outra coisa! O resultado é que em vez do cristão estar na vanguarda, vive entrincheirado na retaguarda. Em vez de estar na linha de frente, está escorado, na última fileira. Na igreja, pisa a cabeça de tudo que é demônio, entretanto, individualmente, quando se vê lá fora, está sempre oprimido e derrotado diante do mínimo confronto.
O salmo 23 e sua teologia sobre batalha espiritual, nos pondo à mesa do banquete na presença do Rei, recebendo óleo perfumado da alegria na cabeça e tendo a taça do vinho da liberdade sempre cheia, estando os inimigos à distância, nos espreitando, mas imobilizados pela palavra do rei, são doutrinas estranhas a esses pregadores terroristas que impingem medo e terror no meio da congregação.
Se fosse proclamado a uma multidão incontável que freqüenta igreja hoje que não existe mais Inferno e o diabo nada mais é que um mito, que tudo isso foi um arrematado equivoco dos teólogos, uma grande e expressiva maioria abandonaria a igreja na hora! Porque as pessoas lotam as igrejas, não por amarem a Jesus como fruto de O conhecerem como amigo de caminhada, não por constrangimento do coração, mas por interesse egoísta em busca de bênçãos, prosperidade financeira, para se livrarem das dívidas, ou por medo de serem presa fácil do inimigo, e conseqüentemente o pavor de ir pro inferno.
Parte disso é culpa dos líderes que não equipam seus membros para terem um relacionamento vital com Jesus, o que mudaria radicalmente a face da história da igreja atual, por que é o amor incondicional, o quebrantamento individual e o poder do ES operando de dentro para fora que gera uma vida de santidade, como resultado da simbiose desse relacionamento. E o respeito à individualidade e as diferenças, os esteios que estabilizam a construção dessa igreja.
Fora isso, é imposição de regras, e isso, diz Paulo, por mais que alguém se esforce, e tente viver um rigor ascético do não pode isso não pode aquilo, não tem valor algum contra a sensualidade, embora tente levar na íntegra, o que Davi falou de desejar morar todos os dias na casa do Senhor! Quanto mais ora como regra, jejue como obrigação, vigie como dever, mais desapontamento e frustração! Esse tipo cristianismo desaba mais cedo ou mais tarde, como frágil castelo de cartas. Por que não vem da espontaneidade do coração e sim da determinação da liderança da igreja.
A poderosa mensagem das Boas Novas do Evangelho é que você pode viver sem essas peias, sem as regras que te fazem um número estatístico, e pular da esteira de soldadinhos de chumbo para viver o Evangelho da liberdade consciente. Aquele que Jesus pregou e viveu. E por isso que essa igreja baseada em regras está fadada à bancarrota, pois está diametralmente longe do ideal do que Jesus planejou sobre Sua igreja.
EU TENHO FÉ?

Essa foi a pergunta que me fiz hoje? Talvez você esteja se perguntando, porque ele está se perguntando isso? E eu posso te responder, que se fé é o que leio na biblia então 99,99% do que eu pensava conhecer sobre fé, não conheço.
Jesus disse em MATEUS 17:20 “E Jesus lhes disse: Por causa de vossa pouca fé; porque em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e há de passar; e nada vos será impossível”. Se com essa fé que Cristo nos falou, removemos montanhas, e nada nos será impossível, apenas falando, apenas declarando, então fica claro pra mim, que está fé eu não a conheço e se esta fé exista em mim, mesmo sem eu a conhecer, devo ter pouquíssima dela, e provavelmente muitas vezes menor do que um grão de mostarda.
Que o digam as montanhas e os impossíveis que já enfrentei, e que nunca saíram do mesmo lugar...e olha que por várias vezes já declarei em voz alta, voz baixa, de joelho, sentando, em pé, em jejum, com oferta no altar (vixe ai que as coisas pioraram), não teve jeito, tudo continuava do mesmo jeito...a não ser no dia que o Todo Poderoso quis que fosse diferente, quis que eu vivesse algum tipo de milagre, mas mesmo assim nunca teve montanha nenhuma mudando de endereço com minhas declarações, e isso também nunca aconteceu, nem nos tempos em que o filho Dele (Jesus) andou nessas bandas de cá. Pelo menos aqueles que o acompanharam durante sua caminhada nesta terra, não deixaram escrito.
Os religiosos e teólogos de plantão que me desculpem, pela minha “tão pouca fé”, nestes acontecimentos extraordinários, chamados milagres, que acontecem apenas pelo meu simples “profetizar” ou por algum “ato profético”, que agora sei que essa fé, eu não a conheço mesmo, e vão citar um monte de versículos bíblicos, para me convencer (se é que eles existem), o que eles (religiosos e teólogos), nunca conseguiram viver, ou alguém ai já transportou uma montanha de um lado para outro? Mas eu louvo a Deus, pelo menos sobrou em mim 0,01% de fé no filho de Dele, então descansem gente de Deus, não sou ateu.
É nesta fé no filho de Deus, que eu descanso, sabendo que no dia e na hora que Ele bem quiser, Ele fará em mim e por mim, tudo o que Ele bem quiser, se é que Ele quer?
Sempre no caminho...
NÃO VOLTO MAIS...

Não volto mais...
Durante dez anos de minha vida, fiz parte da “I”greja Renascer em Cristo, e durante todo esse tempo, cheguei a ser Bispo naquela instituição, foi um tempo em que nem tudo foi ruim, teve a parte boa...qual? A parte boa foram alguns bons amigos que fiz lá...e foi só...acreditem...
Mas já se passaram quase dois anos que sai de lá, e neste tempo tenho vivido o simples caminhar no caminho que é Cristo, e durante todo esse tempo, tenho alertado através de meus blogs, no começo o blog olavoferreira.blogspot.com (Caminho), e agora neste que você lê esse artigo (Pensador Compulsivo), que a maioria das “i”grejas abertas e chamadas de evangélicas, estão muito distantes do Evangelho de Cristo e alerto as pessoas, a pensarem melhor em freqüentar esses lugares.
E veja pra minha surpresa, ainda estou configurando como “bispo” de dessa “i”greja, que como disse “já me desliguei”, porque não acredito mais nesse sistema religioso.
E cheguei a seguinte conclusão, ou eles “i”greja, tem uma grande esperança na minha volta a aquela instituição, e até consigo ouvir em minha mente aquela canção “volta logo, aqui sempre foi teu lugar...”, ou é pura desorganização, porque já vão fazer dois anos do meu desligamento.
Mas quero dizer aqui para aqueles que ainda tem esperança na minha volta...
não volto mais a instituição...
não volto mais a escravidão ministerial...
não volto mais ao abuso de poder...
não volto mais a ser enganado e nem enganar ninguém...
não volto mais as campanhas, votos, ofertas sem fim...
não volto mais ao outro evangelho, que não é o evangelho de Cristo...
E não volto, porque encontrei verdadeiramente o caminho, a verdade e a vida, e Nele posso viver, o que durante dez anos não pude viver, a vida.
O link tá ai pra quem quiser conferir...após clicar, selecione o estado de São Paulo, depois cidade Araçatuba e depois Centro...pronto agora é só clicar em cima de meu nome Bp Olavo e Pra Márcia.
http://www.igospel.org.br/2009/principal/pg_buscaigreja.html
Sempre no caminho...
Ops...só pra lembrar...Não volto mais...risos...
Olavo
SOB NOVA DIREÇÃO

FILÃO RELIGIOSO

Ricardo Gondim
As Casas Bahia disputam o mesmo mercado que a Magazine Luiza. As duas lojas se engalfinham para abocanhar o filão dos eletrodomésticos, guarda-roupas de madeira aglomerada e camas de esponja fina. Buscam conquistar assalariados, serralheiros, aposentados e garis. Em seus comercias, o preço da geladeira aparece em caracteres pequenos, enquanto o valor da prestação explode gigante na tela da televisão. A patuléia calcula. Não importa o número de meses, se couber no orçamento, uma das duas, Bahia ou Luiza, fecha o negócio - o juro embutido deve ser um dos maiores do mundo.
Toda noite, entre oito e dez horas, a mesma lengalenga se repete nos programas evangélicos. Pelo menos quatro “ministérios” concorrem em outro mercado: o religioso. Todos caçam clientes que sustentem, em ordem de prioridade, os empreendimentos expansionistas, as ilusões messiânicas e o estilo de vida nababesco dos líderes. Assim, cada programa oferece milagres e todos calçam suas promessas com testemunhos de gente que jura ter sido brindada pelo divino. Deus lhes teria abençoado com uma vida sem sufoco. Infelizmente, o preço do produto religioso nunca é explicitado. Alardeia-se apenas a espetacular maravilha.
Considerando que a rádio também divulga prodígios a granel, como um cliente religioso pode optar? Para preferir uma igreja, precisa distinguir sobre qual missionário, apóstolo, pastor ou evangelista, Deus apontou o dedo. E se tiver uma filha com leucemia aguda, não pode errar. Ao apelar para uma igreja com pouco poder, perde a filha.
O correto seria freqüentar todas. Mas como? Em nenhuma dessas igrejas televisivas o milagre é gratuito ou instantâneo. As letrinhas, que não aparecem na parte de baixo do vídeo, afirmariam que, por mais “ungido” que for o missionário, um monte de exigência vem embutida na promessa da bênção. É preciso ser constante nos cultos por várias semanas, contribuir financeiramente para que a obra de Deus continue e, ainda, manter-se corretíssimo. Um deslize mínimo impede o Todo Poderoso de operar; qualquer dúvida é considerada uma falta de fé, que mata a possibilidade do milagre.
Lojas de eletrodoméstico vendem eletrodoméstico, óbvio. Igrejas evangélicas comercializam a idéia de que agenciam o favor divino com exclusividade. E por esse serviço, cobram caro, muito caro. Afinal de contas, um produto celestial não pode ser considerado de quarta categoria. A “Brastemp” espiritual que os teleevangelistas oferecem vem do céu.
O acesso ao milagre se complica, porque todos mercadejam o mesmo produto. Os critérios de escolha se reduzem a prazo de entrega, conforto e garantia.
Opa, quase esqueci! As lojas, em conformidade com o Código do Consumidor, são obrigadas a dar garantia, mas as igrejas evangélicas não dão garantia alguma. O cliente nunca tem razão. Quando a filha morrer de leucemia, o pai, além de enlutado, será responsabilizado pela perda. Vai ter que escutar que a menina morreu porque ele “deu brecha” para o diabo, não foi fiel ou não teve fé.
Mercadologicamente, Casas Bahia e Magazine Luiza estão bem à frente das igrejas. Melhor assim, geladeira nova é bem mais útil do que a ilusão do milagre.
Soli Deo Gloria.
PERDÃO, MEU DEUS
SE ISSO É IGREJA, SOU MAIS O MEU QUARTO

“E sujeitou todas as coisas a seus pés, e sobre todas as coisas o constituiu como cabeça da igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos.” – Ef 1.22-23
“A mim, o mínimo de todos os santos, me foi dada esta graça de anunciar entre os gentios, por meio do evangelho, as riquezas incompreensíveis de Cristo, e demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério, que desde os séculos esteve oculto em Deus, que tudo criou por meio de Jesus Cristo; para que agora, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida dos principados e potestades nos céus, segundo o eterno propósito que fez em Cristo Jesus nosso Senhor, no qual temos ousadia e acesso com confiança, pela nossa fé nele. ” – Ef 3.8-12
Já ouvi muitas fábulas em relação à permanência dos crentes numa igreja. Uma delas diz que a igreja é igual à arca de Noé, um lugar cheio de bichos e suas necessidades fisiológicas, e que cheira mal, porém é melhor estar lá dentro do que lá fora em meio ao dilúvio. Outra diz que crente é igual uma abelha: num enxame (ou igreja), vence qualquer inimigo; sozinho, morre num tapa só. Daí a se pensar que a igreja é um organismo super-poderoso, e deve ser mesmo, afinal é nada mais, nada menos que o Corpo de Cristo, Daquele que venceu a morte e o inferno ao levar sobre Si todos as maldições e enfermidades da raça humana. Mas será que a Igreja de Cristo é isso que vemos?
É muito fácil abrir uma igreja. Aluga-se uma garagem e já dá para iniciar uma congregação. Pensa-se num nome pomposo (que tal Igreja Transcontinental da Majestade do Alto? – está muito difícil achar um nome de igreja que não exista), convida-se os vizinhos e amigos e pronto: temos uma Igreja! Se fosse só isso estaria ótimo, o problema é o que é ensinado e vivido por lá.
Já percebeu como sempre há a mesma desculpa para a abertura de uma nova denominação (corrupção da antiga, envolvimento com maçonaria, erros doutrinários, etc), porém na nova se repetem os mesmos, ou até piores, erros da anterior? Ou seja, não há a intenção real de se fazer uma Igreja segundo a Palavra, apenas a de se criar mais um papado.
Sim, papado. A Igreja evangélica brasileira é próspera em papas. Há o Bento XVI e há o papa de cada denominação. Cada fundador se torna um papa, infalível e insubstituível. A permanência no poder é eterna, e os estatutos asseguram que a igreja não sairá de suas rédeas curtas. Quem ousa se levantar contra o “papa” é logo taxado como em rebelião, e expulso ou convencido sutilmente a deixar a denominação. E assim uma nova igreja é criada, e o círculo se repete indefinidamente, causando estranheza principalmente em quem não é cristão, pela quantidade absurda de placas diferentes.
Fico imaginando se Lutero vivesse nos dias de hoje… em seu tempo, precisou se opor a apenas um papa. Hoje, teria que imprimir milhares de teses, uma para cada papa evangélico. Um Lutero só não conseguiria fazer isso não!
O absurdo das várias denominações é tão escancarado que basta andar pelas ruas das cidades para o verificar. Aqui em São Paulo, na Av. Águia de Haia (zona leste da capital), há 6 anos atrás havia três denominações na mesma quadra. O pior: três casas (ou templos) grudados, um depois do outro, porta com porta. Sinceramente, a intenção nesse lugar é evangelizar ou apenas demonstrar o poder da sua denominação que, claro, precisa gritar mais do que as outras vizinhas caso os cultos sejam no mesmo horário? E isso não acontece só nessa rua, acontece em todos os lugares: se as igrejas não são vizinhas de porta, são de quadra, de rua. Mas o lugar permanece ruim e violento do mesmo jeito.
Nós somos chamados para ser sal e luz. Como sal e luz mantém um lugar insosso e escuro? Como, em meio a tantas igrejas, ainda há pessoas morando nas ruas, pessoas se drogando, se prostituindo, roubando e matando? Pessoas mentindo, enganando, chantageando, manipulando? Por que, com tantas igrejas, o Brasil está a cada dia pior? Não deveria ocorrer o contrário?
O que vou dizer agora poderá escandalizar muita gente, mas é o que penso: muitas que se dizem igrejas não o são, espiritualmente falando, não passando de um “clubinho de eleitos”. Você chega, entra no clube, paga a mensalidade, ouve as assembléias, se diverte (canta, dança, ri, chora, extravasa) e vai embora mais feliz, entretido momentaneamente. Aí chega em casa, a criança continua gritando, o marido bebendo, a vizinha atrapalhando, o chefe atormentando; afinal a instituição que se autodenomina igreja, apesar de citar a Deus, não Lhe dá espaço para atuação, preferindo a manifestação de espíritos dançarinos, saltadores, giratórios, que promovam bastante carnaval no recinto. Assim, enganados muitas vezes por “fogo estranho”, não deixamos o Espírito Santo agir em nós, nos transformando, e por isso continuamos vendo todos os defeitos nos outros e na droga de vida que temos.
Note bem, sou pentecostal, acredito nos dons espirituais, mas atribui-se ao Espírito Santo algumas coisas nas igrejas que só por Deus!!!
Se a igreja não consegue transformar quem está dentro, imagine transformar a realidade ao seu redor… E se a igreja não transforma vidas, apenas as “transtorna”, já não é igreja, não é congregação, comunhão, é apenas distração e sacrifício para almejar as bênçãos divinas.
É estranho, mas quanto mais aprendemos a Verdade da Palavra, mais distantes nos tornamos de uma igreja. Não deveria ser o contrário? Não deveríamos nos lançar com maior amor à congregação, sabendo que lá estaremos proclamando o amor ao próximo e a Deus?
O problema é que a igreja não nos transmite amor. Tudo é aparência. Os pastores não têm amor pelas ovelhas, e sim por tosquia-las. As ovelhas, por sua vez, querem estar mais próximas de seus pastores, e para isso não medem esforços, mesmo que seja necessário pisotear outras ovelhas que estejam em seu caminho. É cada um por si e Deus por todos. A igreja se tornou o reino do diz-que-me-diz, onde uns apontam os erros dos outros e todos se acham santos. Só que os erros são apontados não com amor, mas com juízo. Adulterar ou engravidar antes do casamento? Aparte-se de mim!!! Mas mentir e roubar um pouquinho poooooooode!
Mas não pára por aqui. É cada dia mais difícil ouvir uma pregação até o fim. São palavras previsíveis, de exaltação (quase nunca exortação), bom ânimo, esperança, revelações e revelamentos que nunca se realizam (essa noite Deus está curando suas feridas! – as feridas não são curadas, e no culto seguinte: essa noite Deus está completando a obra em sua vida! – e a obra não é completa, aí no culto seguinte a mesma coisa sempre). Não ouvimos pastores, ouvimos doutores em auto-ajuda: todas as bênçãos nos pertencem, somos cabeça e não cauda, o diabo está debaixo dos nossos pés, mas no dia seguinte ainda temos dívidas, problemas, doenças, vazio.
Será que Deus deixou de agir? Ou a instituição que se diz “igreja” é que fala por Ele com engano, a fim, mesmo que inconscientemente, de desacredita-Lo?
Não consigo mais ouvir sermões de auto-ajuda e falsas promessas. Não consigo mais sentar num banco de uma igreja, sabendo que a principal hora não é a da pregação, mas a da coleta. Não aguento mais uma hora de louvor, com bandas desafinadas e cantores “se achando”, provocando o choro fácil não por unção, mas porque, na assembléia dos santos, todos temos motivos para chorar. Simplesmente não aguento mais isso, e peço perdão a Deus se isso O desagrada, mas não quero ir numa igreja por falsidade e ficar vendo defeito em tudo, como foi das últimas vezes.
Eu queria frequentar A Igreja. Não a imagino um mega-templo, com poltronas acolchoadas, ar-condicionado, altar gigante. Eu a imagino uma casa simples, com pessoas simples independente de sua situação financeira. Eu a imagino um lugar onde a acolhida é com amor sincero, não com um risinho forçado e o “seja-bem-vinda-amada” de praxe. Eu a imagino com pessoas que contribuem voluntariamente e com alegria, e que se importam com o irmão ao lado, suprindo-o de acordo com suas necessidades. Sinceramente não consigo frequentar um local onde, em nome de Deus, são lançados gafanhotos devoradores sobre quem não paga a mensalidade. A Igreja que eu quero frequentar tem problemas, pois tem pessoas com problemas, mas lá é possível discordar, perguntar, até duvidar, sabendo que ninguém levará nada para o pessoal, continuando a haver amor apesar das diferenças. A Igreja que eu quero frequentar é uma em Deus, reflete Sua Graça e Misericórdia, Sua Alegria e Beleza, mesmo que, aos olhos humanos, possa não passar de um casebre. Na Igreja que eu quero frequentar mal dá para definir seus líderes, pois o maior se faz de menor, o serve e não busca ser servido. A Igreja que eu quero frequentar traz os ensinamentos de Deus, segue a sã doutrina, não as doutrinas temporárias de homens. A Igreja que eu quero frequentar transforma não só os que lá estão, mas toda a realidade à sua volta, pois se importa com os famintos, os drogados, os excluídos de toda a sorte.
Você conhece essa Igreja? Se conhecer, por favor, me passe com urgência seu endereço ou telefone. Se não a conhecer, infelizmente continuarei a congregar no meu quarto, pois não vou esquentar um banco qualquer apenas para aparentar santidade.
PAZ SEJA CONVOSCO!

“PAZ SEJA CONVOSCO!” - Essa é saudação de Cristo aos seus discípulos, pós ressurreição, em um momento de conflito, de conturbação, de incertezas, para aqueles que durante três anos andaram com Ele, e que agora não entendiam nada do que estava acontecendo.
Tem dias que me sinto como os discípulos, cheio de conflitos, incertezas, conturbado, e em algumas vezes fico imaginando que Cristo vai aparecer do nada, e dizer pra mim “PAZ SEJA CONVOSCO!”.
E como num passe de mágica, ficarei em paz.
Sei que isso não vai acontecer, não vai acontecer, não porque Deus não pode fazer isto por mim, porque Ele pode, mas porque Ele quer que eu aprenda a entender o que é sua paz.
Tem tantos aí no mundo evangélico cumprimentando uns aos outros com “PAZ!”, mas pouquíssimos desses sabem e entendem o que é verdadeiramente paz.
Jesus certa feita disse em João 14:27 Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.
Que paz é essa que Ele nos dá? Já que essa paz, não é a paz do mundo, mas Dele. A do mundo conhecemos, é aquela que quando dá tudo certo, estamos em paz...é aquela que quando nos satisfazemos, estamos em paz...paz do mundo é aquela que achamos que merecemos viver, por tudo aquilo que fizemos.
A paz de Cristo, não nos livra do mal, não nos livra da aflição de existir, não nos livra do dia em que dá tudo errado, não nos livra de nossas frustrações, mas nos faz entender que mesmo passando por tudo isso, mesmo que vivendo as aflições, porque “no mundo tereis aflições”, teremos a paz fruto do Espírito Santo em nós, que não é um sentimento que anula todos os resultados de nossas aflições, porque se fosse assim, Jesus na agonia do jardim do Getsemani, não teria sentido tudo o que sentiu ali, mas foi envolvido pela paz do Espírito Santo, paz essa que excede todo entendimento.
E hoje escrevo este texto, para reforçar o meu espírito, de que a paz de Jesus, através do seu Espírito Santo está em mim, mesmo que enfrentando estes dias difíceis, mesmo não entendendo nada, mesmo não tendo as respostas dos porquês, mesmo no dia do choro, no dia em que não encontramos o ombro amigo, é nesses momentos e dias, que entendemos a paz de Cristo. Porque tal paz convive com a contradição e passa pelas veredas espinhosas das circunstancias, mas não se rende jamais, pois, é alimentada por uma certeza superior, e que vem do Alto.
Olavo
UM DIA VOCÊ ACORDA!

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Já acordei para um monte de coisas, mas sei que vou acordar muitas outras vezes.
Vamos acordar...
Olavo
DA GENTE QUE EU GOSTO!

PEDAGOGIA DAS IDEIAS

Marcelo Simões - Pastor - ADI
Pedagogia das ideias é um lugar para pensar, repensar, ajuizar sem o casco dogmático da verdade absoluta da religião que tenta manipular o eterno com seu floreio fundamentalista. Um espaço livre da cerca denominacional, da gaiola da reta doutrina, da teologia politicamente correta, dos supostamente possuidores da verdade, por isso acredito que é uma grande anedota tentar controlar, prender, manejar, manipular o vento do Espírito que sopra onde quer, é absolutamente livre. Não tem como falarmos que Deus pensa e age como a religião. Só podemos discernir Deus a partir de Jesus, alinhando a nossa finita e efêmera vida ao pão vivo que desceu do céu.
Um recinto de fé para construirmos nossa vida sobre a análise da comunidade dos discípulos Bereianos que todos os dias examinavam as Escrituras, para ver se tudo era assim mesmo, conforme Paulo ensinava. Não batiam palmas para toda e qualquer palavra. Como acontece com o pensamento do senso comum evangélico, que não consegue refletir com a bíblia na mão e Deus no coração, mas se fartam com a alienação do mito do tanque de Betesda que esperam ainda um anjo descer e agitar a água da religião da maldade de uma fila perversa que nunca acaba. Comunidade Bereiana faz da mente um fluxo de pensamento que não se congela, mas que se renova pela lavagem da consciência do evangelho das boas novas. Somos moldados pelo Espírito para sermos cada vez mais parecidos com Jesus. Uma casa que reside longe da teia afirmativa de uma fé cercada de certezas dos apologistas que edificaram um edifício imponente na sua teoria, mas frágil no cotidiano da humanidade que sofre as variações do mundo e passa pelas etapas da vida. Como escreveu Gondim: “a graça de Deus e nossas frágeis certezas”.
Nessa reflexão, os poços das meias verdades da religião não podem saciar a sede da alma. Somente a verdade absoluta, que não é déspota, mas plena em amabilidade, tem um nome: JESUS DE NAZARÉ, a Palavra que se encarnou em gesto de mais puro amor para que pudéssemos trilhar o fértil caminho do solo da graça de Deus, desfrutando da amizade de um Pai abundantemente misericordioso, acolhedor.
A total verdade é uma pessoa que chora quando um amigo morre, que lamenta quando os seus o rejeitam, que fica indignado quando fazem da casa do Altíssimo um mercado da fé, que toca um leproso de forma terapêutica antes de curá-lo, que luta pela causa dos injustiçados, que se associa com os quebrantados de coração, que anda com os desistidos da vida, acua a sua caminhada para escutar alguém que vivia a margem do caminho do esquecimento humano, que livra um paralítico da fábula religiosa, que consola aqueles que vivem sobre o teto do luto, que recebe com o seu abraço de ternura o mais vil pecador sem questionar os seus feitos. E quem não é pecador?
NÃO QUERO ENVELHECER
São pensamentos que vem e vão, frases soltas na mente, idéias que me surgem, e de vez em quando um texto mais ou menos completo, e é nessa hora, como agora, escrevo para eternizar, o que passa em minha cabeça.
Diz um ditado chinês: O homem só envelhece quando os lamentos substituem seus sonhos.
Então: Não quero envelhecer!
Outro dia até me peguei olhando para minhas mãos, e ver minhas mãos se enrugando, pode até ser um pouco de neura, mas de qualquer maneira me peguei, olhando. E olha que sou um garotão de quarenta anos.
Mas na verdade o que me preocupa, não é minha idade, ou as rugas em minhas mãos ou rosto, porque isso é natural, o que me preocupa é o sentido que a vida tem na minha vida.
Por muitos anos de minha vida, troquei meus sonhos, por causas sem sentidos, pseudas visões de Deus, que homens diziam ter tido, e isso me fez lamentar, e isso me fez trilhar por caminhos que não eram meus, e isso me fez envelhecer.
Minha vida durante o tempo da religiosidade humana, não tinha sentido, tinha sim alguns propósitos para aqueles, que eu considerava meus lideres, que me dirigia, me manipulava, me tornei massa de manobra nas mãos deles, e o pior é que tudo isso com o meu consentimento, com o meu aval, e eu dizia: Eu sou o enganado, mais feliz da terra..., e isso me fez envelhecer.
Minha vida, durante o tempo da cegueira espiritual, me fazia enxergar um “deus”, que me era carrasco dos meus erros, que me fazia enxergar um “deus”, que tinha prazer em me ver errar e torcia pra que isso acontecesse, porque era o “deus” da culpa e não da graça, e isso me fez envelhecer.
Minha vida, durante o tempo do serviço sacerdotal, mais conhecida como “obra de Deus”, me fazia se distanciar da minha família, distanciar dos meus mais queridos amigos, me fazia odiar aqueles que não pertenciam ao “clube de santos” que eu pertencia, me fazia acreditar que só aqueles que pertenciam a este “clube de santos” eram os bons, os melhores, afinal o cântico era: Ô,Ô,Ô,Ô..., e isso me fez envelhecer.
Minha vida, durante o tempo do evangelho em que se compra a benção, me fazia a qualquer custo, entregar o que eu tinha e o que eu não tinha, porque até cheques pré-datados, na esperança de ter fundos na data do deposito, eram dados em nome de uma prosperidade divina, em nome da cura divina, em nome da solução dos problemas, e isso me fez envelhecer.
Meu Deus...tudo isso me fez envelhecer...
Mas agora, tenho vivido o rejuvenescimento do sentido de minha vida, tenho tomado da água viva, tenho comido do pão vivo que desceu dos céus, tenho vivido a Graça, aliás infinita Graça de Jesus, e tudo isso tem me dado viço, tem me dado vida e vida com abundância, tem me dado alegria, tem me dado paz, tem me dado grandes amigos, tem me dado uma família bendita, tem me dado novos sonhos, e esses sonhos não substituirei por lamentos, até porque não vou trilhar outro caminho, que não seja o verdadeiro caminho que é Jesus.
Sempre no caminho...
ENCONTRO NO CAMINHO
NOSSO ENDEREÇO:
Aguardo você lá...
Sempre no caminho...
Olavo
HAJA OUVIDOS...
Outro dia estava pensando sobre as músicas que o mundo gospel, está ouvindo, que está nas paradas de sucesso, e cheguei a seguinte conclusão, pra ficar ruim tem que melhorar muito.
Porque cheguei a essa conclusão, porque é uma musica viciada no evangeliquez, cheia de jargões, de triunfalismos, uma hora é para cair fogo...fogo...fogo...quando queima tudo, começa a pedir manda chuva...chuva...chuva...morrem afogados! Haja ouvidos.
Vai compreender o que eles querem! Acredito que até Deus do céu, deve perguntar: O que esse povo quer, meu deus? Ops...eu sou Deus!
Letras que falam sobre visões, que mais parecem viagens de quem fuma um baseado, que falam do ser apostólico, do ser ungido, do ser que voa nas asas do vento (esse é até poético), dos que levam e dos que trazem a arca...e por ai vai...haja ouvidos!
Sinceramente fico até saudosista, quando me lembro de canções que meu avo cantava, quando tecia sua rede de pesca (era um bom pescador, como também sou...risos), canções que ainda não me saem da cabeça, mesmo depois de 30 anos passados.
Letras e músicas que continham verdadeiros sentimentos, de quem queria louvar a Deus, e não apenas fazer sucesso, vender discos, ser considerado um bom cantor entre as instituições, pois vão de encontro ao que o mundo evangélico precisa, milagres, poder, prosperidade, cura e unção.
Mas sei também que ainda há um remanescente hoje que compõe musicas e letras boas de ouvir, e a esses ergo minhas mãos e agradeço ao pai, por eles existirem.
A essa música que não precisa ser gospel ou evangélica, apenas boa...sou todo ouvido, como é o caso da música do João Alexandre, ouçam, porque é muito boa.
OLAVO
livros que li e estou lendo...
FIODOR DOSTOIÉVSKI
OS IRMÃOS KARAMÁZOV
FIODOR DOSTOIÉVSKI
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PAULO BRABO
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