Não quero envelhecer!
Nos últimos tempos, tenho aprendido a escrever e a gostar de escrever, muitas vezes até escrevendo sem saber o que escrever, só Freud explica....risos...ENCONTRO NO CAMINHO
UM ENCONTRO ONDE SOMOS CONVIDADOS A SEGUIR O EXEMPLO DE JESUS, INCLUINDO OS EXCLUIDOS, OS FRACOS E VULNERAVÉIS, A CONFRONTAR A HIPOCRISIA E A GANÂNCIA, E A OBEDECER O MAIOR DE TODOS OS MANDAMENTOS AMAR O PRÓXIMO COMO A NOS MESMOS.ERA UMA IGREJA MUITO ENGRAÇADA...

...não tinha teto, não tinha nada.
Essa noite, eu tive um sonho de sonhador, sonhei com uma igreja esquisita. Ela não tinha muros, piso, púlpito, bancos ou aparelhagem de som. A igreja era só as pessoas. E as pessoas não tinham títulos ou cargos, ninguém era chamado de líder, pois a igreja tinha só um líder, o Messias. Ninguém era chamado de mestre, pois todos eram membros da mesma família e tinham só um Mestre. Tampouco alguém era chamado de pastor, apóstolo, bispo, diácono ou Irmão. Todos eram conhecidos pelos nomes, Maria, Pedro, Afonso, Julia, Ricardo...
Todos os que criam pensavam e sentiam do mesmo modo. Não que não houvesse ênfases diferentes, pois Paulo dizia: “Vocês são salvos por meio da fé. Isso não vem das obras, para que ninguém se glorie”, enquanto Tiago dizia: “A pessoa é aceita por Deus por meio das suas obras e não somente pela fé”. Mas, mesmo assim, havia amor, entendimento e compreensão entre as pessoas e suas muitas ênfases.
Não havia teólogos nem cursos bíblicos, nem era necessário que ninguém ensinasse, pois o Espírito ensinava a todos e cada um compartilhava o que aprendia com o restante. E foi dessa forma que o Agenor, advogado, aprendeu mais sobre amor e perdão com Dinorá, faxineira.
Não havia gente rica em meio a igreja, pois ninguém possuía nada. Todos repartiam uns com os outros as coisas que estavam em seu poder de acordo com os recursos e necessidades de cada um. Assim, César que era empresário, não gastava consigo e com sua família mais do que Coutinho, ajudante de pedreiro. Assim todos viviam, trabalhavam e cresciam, estando constantemente ligados pelo vínculo do amor, que era o maior valor que tinham entre eles.
Quando eu perguntei sobre o horário de culto, Marcelo não soube me responder e disse que o culto não começava nem acabava. Deus era constantemente cultuado nas vidas de cada membro da igreja. Mas ele me disse que a igreja normalmente se reunia esporadicamente, pelo menos uma vez por semana em que a maioria podia estar presente. Normalmente era um churrasco feito no sítio do Horácio e da Paula, mas no sábado em que eu participei, foi uma macarronada com frango na casa da Filomena. As pessoas iam chegando e todos comiam e bebiam o suficiente.
Depois de todos satisfeitos, Paulo, bem desafinado, começou a cantar uma canção. Era um samba que falava de sua alegria de estar vivo e de sua gratidão a Deus. Maurício acompanhou no cavaquinho e todos cantaram juntos. Afonso quis orar agradecendo a Deus e orou. Patrícia e Bela compartilharam suas interpretações sobre um trecho do evangelho que estavam lendo juntas. Depois foi a vez de Sueli puxar uma canção. Era um bolero triste, falando das saudades que sentia do marido que havia falecido há pouco tempo. Todos cantaram e choraram com ela. Dessa vez foi Tiago que orou. Outras canções, orações, hinos e palavras foram ditas e todas para edificação da igreja.
Quando o sol estava se pondo, Filomena trouxe um enorme pão italiano e um tonelzinho com um vinho que a família dela produzia. O ápice da reunião havia chegado, pela primeira vez o silêncio tomou conta do lugar. Todos partiram o pão, encheram os copos de vinho e os olhos de lágrimas. Alguns abraçados, outros encurvados, todos beberam e comeram em memória de Cristo.
Acordei com um padre da Inquisição batendo à minha porta. Junto dele estavam pastores, bispos, policiais, presidentes, ditadores, homens ricos e um mandado de busca. Disseram que houvera uma denúncia e que havia indícios de que eu era parte de um complô anarquista para acabar com a religião. Acusaram-me de freqüentar uma igreja sem líderes, doutrina ou hierarquia; me ameaçaram e falaram: “Ninguém vai nos derrubar!”. Expliquei: “Vocês estão enganados, não fui a lugar nenhum, não encontrei ninguém ou participei de nada... aquela é apenas a igreja dos meus sonhos”.
por: Tonho [foi coordenador do UG -Min. Jovem do Portas Abertas]
texto e foto retirados do blog http://pavablog.blogspot.com/
DEUS IMERSO NO HUMANO

Por Ricardo Gondim
Quem é Deus? Por que existe algo ao invés de nada? Estupefatos, contemplamos o céu estrelado, a fúria das marés e inquirimos: Por que a beleza? Diante da mente humana, buscamos entender como nasceu amor e ódio, criatividade e maldade. Onde está Deus? Podemos entender a transcendência absoluta?
A cultura semítica, de onde Jesus formulou os seus conceitos, não especulava, mas se contentava em relacionar-se com Deus como Pai. Judeu nômade, profeta ou sacerdote, não esboçava cartilha para entender a Divindade. Javé não era objeto de estudo, não participava de uma elaboração lógica, dedutiva, que procurava captar mentalmente o ser divino. Na tradição judaica, Deus era crido na dimensão existencial e poética. Eles se contentavam em narrar os atos de Deus na história, na imanência. Não havia preocupação de encaixá-lo em uma racionalidade analógica e dedutiva.
Quando o cristianismo primitivo precisou dialogar com o mundo greco-romano, os Pais da Igreja, geração que sucedeu os apóstolos, mostraram-se cuidadosos em demonstrar que a fé cristã era mais que uma seita judaica. Eles lutavam para que o cristianismo sobrevivesse em um mundo que debatia ideias. A fé, confrontada com o pensamento platônico, não deixaria nada a desejar.
Vários pressupostos filosóficos sobre a Divindade foram então absorvidos pelo cristianismo. Assim como cristianismo influenciou de forma decisiva o Ocidente, o Ocidente também o transformou. A teologia que se consolidou passou a repetir o conceito aristotélico de que a divindade é um “Motor imóvel”. Já que perfeição significava imobilidade na filosofia, Deus era concebido como tão absolutamente perfeito, que nunca poderia experimentar qualquer mudança. Caso mudasse, deixava de ser Deus. Qualquer alteração, para pior ou para melhor, significava não ter, anteriormente, a perfeição absoluta. E um Deus que não fosse perfeito não era Deus.
Quando o cristianismo se espalhou, inúmeros deuses povoavam o mundo antigo - o Panteão estava lotado deles. Ninguém franzia a testa se escutasse sobre a Encarnação. Não espantava acreditar que Deus encarnou e foi visto caminhando pelas estradas poeirentas da Palestina. A dificuldade, a loucura, era afirmar que um contador de histórias, um carpinteiro frágil, manso e amigo de gente imperfeita, era Deus e, pior, havia morrido por mãos humanas.
Isso não era só um paradoxo, mas uma insanidade: Como? Deus morrer? A morte de Jesus, não só demolia o edifício conceitual da filosofia, como se colocava como a contradição mais escandalosa. Essa mensagem correu o mundo. O Transcendente absoluto, o Deus dos deuses, podia ser melhor compreendido olhando para Jesus de Nazaré. As conjecturas gregas não colavam nele. O Filho do Homem não tangenciava Movedor imóvel de Aristóteles.
É preciso retomar a ênfase do cristianismo primitivo. Jesus não se parece com Deus como “Ato Puro”. Em Cristo, Deus não é apático e não está preso pela camisa de força da metafísica. A Divindade se fez gente e mostrou-se comovida de “viscerais afetos” por uma viúva a caminho de enterrar o filho. Chorou diante da sepultura de um amigo (Ah, como a dor humana dói em Deus! – “Em toda a angústia deles, foi ele angustiado” – Isaías 63.9). Irritou-se com a opressão religiosa. Entendeu, e acolheu, as lágrimas de uma prostituta.
Realmente Jesus não se parecia com o que fora dito sobre Deus. A pregação cristã nasceu em cultura distinta da helênica. O Reino que Jesus anunciou não encontrava paralelo na cultura, nos mitos, nas tragédias. O Deus de Jesus estava além do alcance de poderosos e sábios; mas podia ser intuído por puros de coração, crianças e marginalizados. Para detectar réstias do mundo espiritual, era preciso ouvir o inaudível, ver o imperceptível, tocar no intangível. Grãos de mostarda, ovelhas indefesas, gente inoperante, escravos inúteis, pecadores indignos, filhos pródigos, prostitutas, leprosos, cegos, mendigos, exorcistas informais, lírios e pardais, compunham o mosaico que revela Deus.
Jesus não se fantasiou, não encarnou por um breve período, mas assumiu a contingência humana com todas as consequências, inclusive a de morrer. Exageradamente humano, libertou homens e mulheres da exigência de se tornarem deuses - A plenitude da Divindade habitou em Jesus de Nazaré. Deus mostrou-se imerso no humano. Não era preciso procurá-lo na trans-história, no sobrenatural, mas na vida. “O Reino de Deus chegou!” Jesus foi a revelação mais próxima que jamais teremos de Deus, que escolheu vulnerabilizar-se em seu amor.
Outras divindades podem ser descartadas como ídolos.
Soli Deo Gloria
POR FAVOR NÃO ALIMENTE OS ANIMAIS

O REINO DOS EXCLUIDOS

SIMPLESMENTE EU...

Mas tenho entendido, ou pelo menos estou tentando compreender, que algumas coisas em mim, nunca terão respostas suficientemente satisfatórias no sentido de zerar minhas inquietações, coisas que não sou único a te-las, prova disso é que o Apóstolo Paulo pede para o Senhor, tirar o tal espinho na carne que ele tinha, e a resposta do Senhor, foi no mínimo para gerar outras inquietações, dizendo a ele: Minha graça te basta... palavra essa que até nos dias de hoje, tem muita gente se remoendo com isso.
Gostaria de ser um cara todo resolvido como pai, marido, empresário (esse aqui vou te falar uma coisa...risos), amigo, ser humano, minha fé (no sentido de me ajustar a que modelo de fé), só consigo estar resolvido em uma coisa em Jesus Cristo, como diz Dostoievski "Se alguém me provasse que Cristo não estava na verdade [...] então eu preferiria permanecer com Cristo a permanecer com a verdade".
Não sou ingênuo de pensar que, somente estar resolvido em minha fé em Cristo, todas as outras coisas estarão resolvidas, como diz um grande amigo que tenho “passei dessa fase...”, hoje compreendo que tenho por minhas próprias pernas, caminhar no sentido de me resolver, de achar respostas as minhas inquietações, de procurar dentro de mim o que não pode ser encontrado fora de mim.
Já teve um tempo, em que procurei nas igrejas, púlbitos, em ofertas, em ministérios, em anos proféticos, e tudo o que você imaginar de “evangeliquez”, eu já provei, para encontrar as tais respostas, tudo em vão, longos anos perdidos na doce ilusão que encontraria.
Sabe isso me faz lembrar que vivi, aquelas histórias de criança, o pirata com o mapa do tesouro na mão, em que indo para tal ilha, chegando lá dando setenta passos em direção a montanha, quando encontrar o coqueiro, dois passos a direita, chegando em uma pedra...o mapa está rasgado precisando da outra metade para chegar ao tesouro...Ou seja nunca vou chegar a lugar algum.
Prefiro viver hoje com minhas inquietações, perguntas, até porque é mais barato (tenho sangue de turco) do que viver do jeito que vivia, pagando muito caro para não ter resposta alguma.
E quando falo pagando caro, não é só dinheiro, é vida como todo.
Hoje sou um homem que tenta todos os dias...
Ser um pai melhor, por isso minhas filhas tenham paciência com o papai aqui...
Ser um marido melhor, minha esposa, minha vida, você sim se supera todos os dias, te amo pra sempre...
Ser um filho melhor, meu pai e minha mamãe perdoem esse filhão aqui...
Ser um irmão melhor, meus irmãos temos muito a aprender uns com os outros...
Ser um amigo melhor, nossa quantos verdadeiros amigos...
Esse homem sou eu... tropego neste caminho, hora em pé, hora tropeçando, mas agora certo de que caminho, não sob a tutela ou direção (a tal cobertura espiritual) de um louco que se diz: profeta, apostolo ou sob qualquer outro titulo, caminho no caminho que é Jesus e com a única certeza que tenho, quero me distanciar não das pessoas, mas de toda religião ou religiosidade.
E quem sabe um dia todas as minhas inquietações terão suas respostas...ou quem sabe é para que eu viva, com a mesma resposta que o apostolo Paulo teve....
A minha graça te basta...
E eu digo: amém Senhor!
Olavo Jr
livros que li e estou lendo...
FIODOR DOSTOIÉVSKI
OS IRMÃOS KARAMÁZOV
FIODOR DOSTOIÉVSKI
EM SEIS PASSOS O QUE FARIA JESUS
PAULO BRABO
OUTRA ESPIRITUALIDADE
ED RENÉ KIVITZ
RESSURREIÇÃO
LIEV TOLSTÓI
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