Não quero envelhecer!
Nos últimos tempos, tenho aprendido a escrever e a gostar de escrever, muitas vezes até escrevendo sem saber o que escrever, só Freud explica....risos...ENCONTRO NO CAMINHO
UM ENCONTRO ONDE SOMOS CONVIDADOS A SEGUIR O EXEMPLO DE JESUS, INCLUINDO OS EXCLUIDOS, OS FRACOS E VULNERAVÉIS, A CONFRONTAR A HIPOCRISIA E A GANÂNCIA, E A OBEDECER O MAIOR DE TODOS OS MANDAMENTOS AMAR O PRÓXIMO COMO A NOS MESMOS.UMA BELEZA QUE REVOLTA

Para falar a verdade, eu não era bom naquilo. Religião não é pra mim, e por algum tempo fiquei me sentindo um completo fracasso. Alguns religiosos me condenaram (e ainda condenam) ao fogo eterno, mas com o tempo passei a ver meu fracasso religioso como uma tremenda benção.
Porque, quando perdi minha religião, encontrei uma linda revolução.
Isso talvez ofenda ou surpreenda você, mas Jesus não é o fundador da religião cristã. É verdade, séculos depois dele levantou-se uma religião chamada “cristã” – mas, como você vai descobrir neste livro, em muitos sentidos essa religião representava o oposto de tudo que Jesus representava. Na verdade, como você vai também descobrir neste livro, o próprio conceito de uma “religião cristã” tem muito de mito quando entendido à luz do que Jesus representava.
Porque a mensagem essencial de Jesus não tem nada a ver com ser religioso. Basta ler os evangelhos: ele festava com os maiores pecadores e ultrajava os religiosos, e por isso foi crucificado.
O que Jesus representava era o início de uma revolução, revolução à qual ele deu o nome de “reino de Deus”.
O centro dessa revolução não é fazer com que as pessoas acreditem em determinadas crenças religiosas e adotem determinados comportamentos religiosos, embora essas coisas possam ser importantes, genuínas e úteis. Essa revolução também não está centrada na tentativa de consertar o mundo pela defesa das causas políticas “certas” e pela promoção das políticas nacionais “certas”, embora essas coisas possam ser nobres, bem-intencionadas e eficazes.
Não: o reino de Deus estabelecido por Jesus está centrado em uma coisa e apenas nessa coisa: manifestar a beleza do caráter de Deus e, em conformidade com isso, revoltar-se contra tudo que é inconsistente com essa beleza. O reino está centrado na manifestação de uma beleza que revolta.
O reino é, em resumo, uma linda revolução.
Tudo em Jesus manifestava esse reino belo e “revoltante”; podemos vê-lo de forma mais profunda quando que Jesus deixou-se crucificar. No Calvário Jesus exibe a beleza da decisão de Deus de sofrer pelos seus inimigos – em vez de usar seu poder onipotente para derrotá-los de forma violenta. No Calvário vemos também a revolta divina contra nossa escravidão à violência e tudo que nos mantém alienados de Deus e uns dos outros. O próprio diabo é confrontado e vencido pela cruz de Jesus Cristo.
A morte de Jesus resume o tema de sua vida inteira. Cada aspecto de sua vida, seu ensino e ministério colocava em exibição a beleza do reino de Deus e revoltava-se contra algum aspecto da cultura que contradizia esse reino.
O chamado essencial de todos que entregam sua vida a Cristo é unir-se a essa linda revolução e, portanto, viver e amar dessa forma. “Quem diz viver nele”, afirma João, “deve viver como ele viveu” (1 João 2:6). Devemos manifestar a beleza de Deus amando sacrificialmente nossos inimigos, servindo os pobres, alimentando os famintos, libertando os oprimidos, acolhendo os excluídos, abraçando os maiores pecadores e curando os doentes, como Jesus fez. E não existe como fazer isso sem ao mesmo tempo nos revoltarmos contra tudo em nossa vida que nos mantém autocentrados, gananciosos e apáticos diante das necessidades dos outros. Também não há como fazer isso sem revoltar-se contra tudo na sociedade – e, como veremos, no âmbito espiritual – que mantém as pessoas oprimidas fisicamente, socialmente e espiritualmente.
Você então vê que o reino não tem nada a ver com religião – quer seja “cristã” ou não. Tem a ver com seguir o exemplo de Jesus, manifestando a beleza do reinado de Deus ao mesmo tempo em que nos revoltamos contra tudo que é feio.
É uma linda revolução a que somos todos convidados a aderir. Mas para fazer isso será preciso abrir mão da religião.
Gregory A. Boyd
em The Myth of Christian Religion
(O mito da religião cristã)
Fonte: A Bacia das Almas
DJAVAN - ASA -
O BEIJO DO TODO PODEROSO

ONTEM, HOJE E ETERNAMENTE

É incrível como o ser humano tende a inventar, criar, imaginar, desde o principio de tudo já era assim, e isso não mudou, mas falo mais sobre isso em outro post.
Teve um tempo em minha vida, ainda quando criança, minha mãe, tias e vizinhas se reuniam a noite na calçada de nossa casa, juntos com todos os filhos, eram aquela criançada e aquela farra, e para acalmar estas crianças, ficavam muitas vezes inventando historias de mula sem cabeça, do homem do saco que pegava as crianças, nossa isso fazia com que nós (as crianças), ficássemos mudas, em silencio e totalmente quietinhas de tanto medo que ficávamos desses “bichos ou monstros”.
E hoje infelizmente no meio evangélico, ainda se usa dessa estratégia para acalmar as “criancinhas” do templo.
Os lideres, pastores ou os que usam os púlpitos, não cansam de divulgar, o tal “deus monstro”, que esta muito a fim de dar uma lição naqueles que não obedecem, que esta muito preocupado em quantas vezes vou à igreja, que quer saber o quanto vou dar de oferta ou se vou dar o dizimo, para soltar ou não o bicho devorador.
Falando de minha infância, estou lembrando aqui, que até na escolinha dominical, me ensinaram uma canção que dizia assim: Cuidado olhinho no que vê...cuidado mãozinha no que pega....o “salvador do céu” está olhando pra você...cuidado...
Nossa me lembro que ficava pensando no tamanho do olho de Deus, que olhão é este, olhando pra mim uma criança....e isto me apavorava.
E esse mesmo sentimento, vivi por muito tempo, pensando que esse “deus monstro” que me ensinaram, era realmente o deus que desejava pra mim. Descobri que não, prefiro crer no Deus esvaziado em Cristo Jesus, o Deus em forma de servo, o Deus que se relaciona comigo, se relaciona não com sua força ou seu poder, se relaciona não com sua imposição de autoridade soberana, mas um Deus esvaziado que se relaciona comigo dando um passo atrás, para que eu possa exercer minha liberdade de existir com Ele ou contra Ele.
Um Deus esvaziado, como o pai na parábola do filho prodigo, o pai não fez questionamentos a esse filho prodigo. Não esperou ele primeiro explicar-se dos seus erros. Não esperou o filho primeiro demonstrar arrependimento de seus pecados, erros e ingratidões. Não foi necessário submetê-lo a humilhação. Não foi necessário puni-lo. O pai não quis abraçar o filho arrependido. O pai não quis abraçar o filho caso ele demonstrasse arrependimento. O pai abraçou o filho PARA o arrependimento.
Enfim, termino reafirmando, prefiro o Deus esvaziado, a esse “deus monstro” inventado por quem deseja domar crianças, porque o Deus esvaziado é o mesmo ontem, hoje e eternamente. Amém.
Olavo
MORRER É RIDICULO

SERVIR A DEUS É SERVIR A DEUS
Lembro-me de quando ainda “pequeno”, meu avo me ensinava o que era servir a Deus, e ele dizia: Servi a Deus é servi a Deus...e sinceramente eu não entendia o que ele dizia, e até depois de “grande” continuei a não entender essa frase: “Servir a Deus é servir a Deus”.
Tanto que passei longos anos de minha vida, fazendo o que me foi ensinado como o que era “servir a Deus”.
Foi-me ensinado que “Servir a Deus” era:
1)Ir a igreja
2)Dar o dizimo
3)Observar o estatuto da igreja
4)Obedecer o pastor
5)Pertencer a um grupo (jovens, coral, oração, missão, casados e por ai vai)
6)Domingo era dia do Senhor
7)Almejar uma função eclesiástica (diácono, presbítero, pastor, bispo e agora apostolo)
E olha que fui o mais carola de todos os carolas, fiz tudo isso da maneira mais metódica, que alguém pode fazer, e descobri depois de alguns anos, que não é nada disso que Deus espera de nos.
Tudo isso acaba nos fazendo mais religiosos, nos fazendo mais vitrine de admiração para alguns, até meu antigo pastor quando me via de terno na igreja dizia: Vejam isso sim é um modelo de jovem de Deus....
Mas a grande verdade, é que dentro de mim, nunca a frase de meu avo, fez coerência com tudo aquilo que buscava e vivia.
Com isso fui me aprofundando mais e mais neste mundo evangélico de como servir a Deus, na esperança de entender o que significava “Servir a Deus é Servir a Deus”, olhava para os meus lideres e dizia: Um dia chego lá...e cheguei...freqüentei os bastidores da fé, os camarins e vi tanta gente que se revelavam com seus sinais exteriores de poder, riqueza, fama e gloria , alguns discutindo com os outros, qual modelo de carro iria comprar (BMW, Mercedes, Audi), outros qual o modelo de helicóptero mais adequado e os mais bam-bam-bam que tipo de jato compraria...tudo conquistado em cima de um povo que é na verdade massa de manobra nas mãos destes poderosos e vendilhões da fé.
Com estes tipos de exemplos, comecei a distanciar dessa busca evangélica de “Servir a Deus”, comecei a entender outros parâmetros do que o meu avo dizia: “Servir a Deus é servir a Deus”.
Hoje não sirvo mais a Deus na ótica evangélica, hoje entendo o que meu avo me dizia, e sirvo a Deus verdadeiramente, e alguém me perguntaria como?
Hoje sirvo a Deus com um abraço no meu próximo, com um passeio no parque com minhas filhas, com um beijo cheio de amor e paixão em minha esposa, em minhas pescarias fabulosas, no meu trabalho, em minha torcida em um jogo do São Paulo, numa tarde com meus amigos, sendo apenas eu, com meus erros e acertos, com minhas partes boas e ruins, hora sendo o bom samaritano e hora nem tão bom assim, enfim sirvo a Deus, servindo-o com tudo o que eu sou, faço, e em toda hora.
É vovo você tinha razão: Servir a Deus é servir a Deus...e não há invencionismos humanos.
Olavo
livros que li e estou lendo...
FIODOR DOSTOIÉVSKI
OS IRMÃOS KARAMÁZOV
FIODOR DOSTOIÉVSKI
EM SEIS PASSOS O QUE FARIA JESUS
PAULO BRABO
OUTRA ESPIRITUALIDADE
ED RENÉ KIVITZ
RESSURREIÇÃO
LIEV TOLSTÓI
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